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Texto do artista

O meu trabalho utiliza a pintura a óleo, objetos, embalagens personalizadas, ações e programação para refletir sobre a nossa experiência direta e pessoal dentro do cotidiano. A partir de ideias conectadas com as práticas do budismo zen, como o vazio (sunyata) e a noção de que a iluminação ocorre em momentos ordinários, busco provocar um estímulo para a atenção plena, oferecendo um convite para a interrupção do automatismo no dia-a-dia. Meu desejo é encontrar o que há de espiritual no habitual sem impor uma noção de excepcionalidade.

A programação é utilizada no meu trabalho sempre como uma ferramenta de disrupção dela mesma com programas que rompem com a velocidade e com a utilidade, enquanto a pintura a óleo é um meio naturalmente lento que faz uma afirmação para o retorno a uma forma diferente de encarar os processos de criação, considerando o tempo de secagem e os cuidados que se deve ter com o meio. Se, por um lado, é um desafio equilibrar estes dois extremos do espectro, por outro, esta dualidade alimenta uma discussão sobre como vemos nossas próprias ações.

Também, opero transformações em objetos e ações comuns para produzir uma intervenção no seu status de habitualidade. Assim, aquilo que é "normal" deixa de sê-lo, e transforma-se em objeto de reflexão.

Atuação artística

2025 | Trajetórias do sonhar (coletiva, Associação Chico Lisboa)

2024 | Breves encontros e algumas derrubadas (coletiva, Pinacoteca Barão de Santo Ângelo)

2023 | Não te fies: a vida como (não) a conhecemos (coletiva, plataforma Verter)

2023 | The wrong biennale (coletiva, virtual)

2022 | Corpórea - e outras formas de sonhar o desejo (coletiva, Pinacoteca Barão de Santo Ângelo)

2021 | 7a Edição do Festival Kino Beat (coletiva, online)

2019 | Registro N.3 (coletiva, Casa Baka)

2018 | Transitoriedades (coletiva, Instituto de Física da UFRGS)

Minibio

Guilherme Leon é artista, mestre em artes visuais (História, Teoria e Crítica de Arte) pela UFRGS, onde também se graduou em artes visuais e em ciência da computação. Praticante de budismo zen, é Diretor Executivo do Remanso – Instituto Cultural, além de realizar trabalhos eventuais com programação e fotografia.

É obcecado por bonecas daruma, garrafas de água, Bodidarma, caixas e embalagens, pelas cores turquesa e menta e por perguntas. Trabalha também com repetição e ritual.

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